terça-feira, 27 de outubro de 2009

Caio Fernando Abreu.



  • Que te dizer? Que te amo, que te esperarei um dia numa rodoviária, num aeroporto, que te acredito, que consegues mexer dentro-dentro de mim? É tão pouco. Não te preocupa. O que acontece é sempre natural — se a gente tiver que se encontrar, aqui ou na China, a gente se encontra.


  • A solidão, quando toma conta assim de alguém, quando não dá outras alternativas, passa a ser mais de uma solidão. Tem solidão de gente, de espaço, de vida. Plural de solidão é vazio existencial. Mas eu estou viva, não estou? As pessoas estão todas aí, não estão? Só me falta somar ao invés de substituir e viver ao invés de escrever. Dá licença, vou até ali fazer diferente.


  • Quanto mais não-dita, melhor a paixão

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